A correria do dia-a-dia tem me mantido distante daqui.
Os ponteiro dos relógios andam mais frenéticos e acelerados que nunca.
Pra pisar no freio e alimentar a alma: Boa música.
Los Hermanos.
Não pude ir ao show.
Fica aqui minha saudosa homenagem aos barbados mais poéticos de nossa música.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Teclan
As mãos de Teclan suavam.
Ele estava cansado.
O sono da noite anterior insistia em persegui-lo.
Olheiras tornavam seu rosto irreconhecível.
Seu relógio mantia-se imóvel.
Assim como o álcool que teimava em permanecer em seu corpo.
A ressaca já não o incomodava mais.
Tornou-se costumeira, corriqueira.
Sua rotina resumia-se a esperar pelo fim de mais um dia.
O barulho do metrô também não o aborrecia.
Tão pouco seu próprio mal cheiro.
O que o importunava era o sorriso das pessoas.
Os diálogos.
O descompromisso com a verdade.
A verdade que só ele conhecia.
Teclan desceu do trem e rumou para seu ponto preferido da cidade.
Ali, por alguns instantes, ele respirava ar puro e revigorante.
Seus sentidos confundiam-se diante daquele doce perfume que só ele sentia.
Ciara nunca notava a sua presença.
Aqueles poucos segundos, no entanto, o enchiam de esperança.
A porta batia e a realidade voltava a tortura-lo.
Mais 2 horas passavam-se até que Teclan pudesse deitar-se.
Seu dia, naquela terça-feira, havia sido válido
Ele estava cansado.
O sono da noite anterior insistia em persegui-lo.
Olheiras tornavam seu rosto irreconhecível.
Seu relógio mantia-se imóvel.
Assim como o álcool que teimava em permanecer em seu corpo.
A ressaca já não o incomodava mais.
Tornou-se costumeira, corriqueira.
Sua rotina resumia-se a esperar pelo fim de mais um dia.
O barulho do metrô também não o aborrecia.
Tão pouco seu próprio mal cheiro.
O que o importunava era o sorriso das pessoas.
Os diálogos.
O descompromisso com a verdade.
A verdade que só ele conhecia.
Teclan desceu do trem e rumou para seu ponto preferido da cidade.
Ali, por alguns instantes, ele respirava ar puro e revigorante.
Seus sentidos confundiam-se diante daquele doce perfume que só ele sentia.
Ciara nunca notava a sua presença.
Aqueles poucos segundos, no entanto, o enchiam de esperança.
A porta batia e a realidade voltava a tortura-lo.
Mais 2 horas passavam-se até que Teclan pudesse deitar-se.
Seu dia, naquela terça-feira, havia sido válido
sábado, 20 de março de 2010
Olhares
Os degraus da escada rolante moviam-se lentamente.
Enquanto seus olhares cruzavam-se pela última vez.
Aqueles incrédulos segundos pareciam eternos.
As lágrimas, que insistiam em marter-se disfarçadas, fatalmente mostraram-se.
Silêncio.
O dia estava cinza novamente.
A melancolia inerente ao inverno local agravava-se.
O perfume costumeiramente presente nas manhãs intermináveis não existia mais.
Mas os dias seguiam.
Sem cor ou trilha sonora, mas seguiam.
Um após o outro.
A lembrança fundia-se com a esperança em busca de consolação.
E as lágrimas uma vez derramadas catalizavam essa procura.
A primavera estava por chegar.
Uma brisa suave sem dúvidas atenuaria o inconformismo.
No entanto, a espera só seria dizimada no verão.
Onde o brilho daqueles olhares se atravessariam novamente.
E a expectativa seria convertida em verdade.
Será breve.
E será infindável.
sábado, 28 de novembro de 2009
Campanha Eleitoral
Maviael Melo é artista de primeira.
Toca, canta e compõe com personalidade e originalidade.
Assisti ontem ao video abaixo.
Recordei-me das rodas de violão regadas a cachaça e cantoria que costumávamos fazer quando eu ainda habitava a terrinha.
O cordel abaixo, reza a lenda, foi escrito para aquele senhor da cabeça branca que dá nome a boa parte dos municípios, escolas e avenidas da terra do acarajé.
Vale a pena conferir.
Maiores informações sobre o trabalho de Mavi: http://www.maviaelmelo.blogspot.com/
Toca, canta e compõe com personalidade e originalidade.
Assisti ontem ao video abaixo.
Recordei-me das rodas de violão regadas a cachaça e cantoria que costumávamos fazer quando eu ainda habitava a terrinha.
O cordel abaixo, reza a lenda, foi escrito para aquele senhor da cabeça branca que dá nome a boa parte dos municípios, escolas e avenidas da terra do acarajé.
Vale a pena conferir.
Maiores informações sobre o trabalho de Mavi: http://www.maviaelmelo.blogspot.com/
domingo, 17 de maio de 2009
Breu
As lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ela andava.
Sua face umedecida parecia potencializar o frio naquela noite.
Ventava muito.
A rua calçada de paralelepípedos dificultava ainda mais seu caminhar.
Enquanto seus cabelos teimavam em cobrir os seus olhos.
Ela não ouvia nada.
O ecoar de seus passos se perdia na escuridão.
Algo em seu peito a torturava.
Agruras que tiravam seu sono há dias se manifestavam intensamente naquele momento.
Breu.
Mas sua tormenta seria breve, ela sabia.
Havia alguém no seu caminho.
Ao abrir a porta de casa voltou à realidade.
O trincar das chaves a fez lembrar da escola, em sua infância.
Olhou-se no espelho antes de dormir e não se reconheceu.
Foi então ao encontro de quem na cama a esperava.
A solidão acolheu-a como uma mãe a uma filha.
As melhores horas de seu dia estavam por vir.
Sua face umedecida parecia potencializar o frio naquela noite.
Ventava muito.
A rua calçada de paralelepípedos dificultava ainda mais seu caminhar.
Enquanto seus cabelos teimavam em cobrir os seus olhos.
Ela não ouvia nada.
O ecoar de seus passos se perdia na escuridão.
Algo em seu peito a torturava.
Agruras que tiravam seu sono há dias se manifestavam intensamente naquele momento.
Breu.
Mas sua tormenta seria breve, ela sabia.
Havia alguém no seu caminho.
Ao abrir a porta de casa voltou à realidade.
O trincar das chaves a fez lembrar da escola, em sua infância.
Olhou-se no espelho antes de dormir e não se reconheceu.
Foi então ao encontro de quem na cama a esperava.
A solidão acolheu-a como uma mãe a uma filha.
As melhores horas de seu dia estavam por vir.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
365 Dias

365 dias.
Um ano.
Aproximadamente o tempo gasto pela Terra para dar um volta completa em torno do sol.
Tempo suficiente pra fazer planos.
Pra viajar.
Pra descobrir coisas novas.
Tempo pra novela começar e terminar.
Tempo pra ler alguns livros.
Pra seu time melhorar e piorar.
Tempo pra gerar e ter um filho.
Pra sentir saudades.
Pra ser magoado e perdoar.
Tempo pra barba engrossar.
Tempo pro salário melhorar.
Pra se arrepender do voto.
Pra trocar a máquina fotográfica quebrada na garantia.
Tempo pra comer de tudo.
Tempo pra amar alguém.
Tempo pra pintar um quadro.
Pra mudar de apartamento.
Pra trocar os jeans velhos.
Pra descobrir que Drummond é sem igual.
Tempo pra criar um blog.
Tempo pra esquecer que fez aniversário.
Tempo pra muitas ressacas.
Pra fazer uma música.
Pra fazer uma surpresa.
Pra deixar a comida queimar.
Tempo pra comprar um relógio novo.
Tempo pra mudar as escolhas.
Pra dizer a verdade a alguém.
Pra andar de carro, barco, ônibus e avião.
Pra assistir muitos filmes.
Tempo pra dar flores.
Tempo pra brigar.
Pra ligar pra alguém distante.
Pra ser tarde, mas não nunca.
Pra tirar e revelar fotos.
Pra escrever textos bobos.
Tempo pra quatro estações.
Tempo pra amadurecer mais e mais.
Tempo pra mudar o corte de cabelo.
Pra ficar fora de forma.
Pra comprar cuecas novas.
Um ano é tempo pra muita coisa.
E às vezes não é tempo pra nada.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Música - Ladeira
É hora de mais música.
Vocês conhecerão agora "Ladeira".
Letra e Música: Thiago Marinho
Voz: Thiago Marinho
Instrumentos Musicais: Weider Régis
Direção Musical e Arranjos: Weider Régis
Gravação: Estúdio Casulo
Ladeira
Descendo a ladeira
Sentimento que anseia
Calar de uma estrela
Novo desabrochar
Casas de areia
Duas rotas traiçoeiras
Apagar de uma centelha
Ela irá chegar
Faca de dois gumes
O pousar de um vagalume
Chega causando ciúmes
Mas não quer se entregar
Índia ou portuguesa
Caminhando pela feira
O Dique do Tororó
Ou a igrejinha
Ela incendeia a vitória
Armadilha arma e beija
Aproveita
Cala com um olhar
Fuga que maltrata
Encarar que deixa marcas
O caminho só agrada
Se puder aventurar
É, navegar
Às vezes é preciso escolher
Um rumo a tomar
Vocês conhecerão agora "Ladeira".
Letra e Música: Thiago Marinho
Voz: Thiago Marinho
Instrumentos Musicais: Weider Régis
Direção Musical e Arranjos: Weider Régis
Gravação: Estúdio Casulo
Ladeira
Descendo a ladeira
Sentimento que anseia
Calar de uma estrela
Novo desabrochar
Casas de areia
Duas rotas traiçoeiras
Apagar de uma centelha
Ela irá chegar
Faca de dois gumes
O pousar de um vagalume
Chega causando ciúmes
Mas não quer se entregar
Índia ou portuguesa
Caminhando pela feira
O Dique do Tororó
Ou a igrejinha
Ela incendeia a vitória
Armadilha arma e beija
Aproveita
Cala com um olhar
Fuga que maltrata
Encarar que deixa marcas
O caminho só agrada
Se puder aventurar
É, navegar
Às vezes é preciso escolher
Um rumo a tomar
domingo, 24 de agosto de 2008
Quadrilha
Estava faltando poesia neste blog.
E é sempre bom ter Drummond por perto.

Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
E é sempre bom ter Drummond por perto.

Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
Que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
Que não tinha entrado na história
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